quinta-feira, 10 de novembro de 2016



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Atentamente,
Paula Veloso Amaral
Jornalista
Contacto: 964018747

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Hoje questiono tudo, será que Deus existe?????????????

Hoje questiono tudo, será que Deus existe?????????????
 
Ao pé do prédio onde ainda vivemos, existe um grupo de casas velhas, velhinhas, a que chamam o Moledo. As crianças de lá e as de cá -  lados que supostamente muitos adultos querem fazer crer que existem - brincam juntas e são amigas. Porque nisto de crianças saudáveis não há nada que as faça afastarem-se de outras quando a empatia é grande, mesmo se há quem tenha roupas curtas, sapatos rotos ou mãe alcóolica...
 
Hoje, escrevo com as lágrimas a correr cara abaixo. A gentil Filipa, o gorducho Guilherme e o mano mais velho, o terrível Manel, esperam pela assistente social que os vai levar para um lar em Caneças. São amigos dos meus filhos, crianças que me habituei a tocar e por quem nutro grande carinho.
 
Hoje, sinto uma raiva imensa e soluço cada vez mais à medida que aqui desabafo. Não está certo, nada disto está certo. Como é possível que o pai, com 70 anos, use a idade como desculpa para internar os filhos que - apesar de serem meninos que passam a vida na rua a brincar e de viverem numa casa pobre - são crianças que andam na escola, são felizes, comunicativas e sabem brincar respeitando toda a gente porque são verdadeiramente bem-educados.
 
Estou zangada com o mundo e com uma sociedade hipócrita e materialista, que permite que os pais desistam dos filhos porque dizem querer dar-lhes uma vida mais segura. Estou zangada e sinto-me completamente impotente porque a verdade é que se gasta tanto dinheiro com porcarias e não há ninguém de direito que ajude aquela famlia a ter condições para criar os filhos, a seu lado.
Tenho o Tiago encostado no meu braço e só consigo pensar como é que é possível que isto aconteça numa sociedade dita civilizada????
 
Há muito que me arrependi de aceitar no Facebook a amizade de amigos dos animais e de associações protectoras, tal a agonia que sinto cada vez que leio os posts e vou ver as fotos, com vontade de adoptar um animal e assim o salvar à sua má sorte. Mas ISTO, isto que se está a passar com a Filipa, o Guilherme e o Manel ultrapassa todos os limites do que é minimamente aceitável.
Em que sociedade vivemos nós, que trata - ou deixa tratar - mal os velhos, as crianças e os animais.???? Que cambada de corajosos consegue abandonar velhos em hospitais, deixar internar crianças saudáveis em lares sem tentar dar-lhes uma oportunidade de continuarem felizes com os pais, que atrasados arranjam animais para depois, ao mínimo problema, os escorraçarem como se faz com o lixo?!
Claro que nada disto é um acto isolado!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Quem quer trabalhar

Pediram-me para formar uma equipa. Coloquei anúncios num site, recebi 1600 CVs - li-os todos! - seleccionei 30 pessoas para entrevistas pessoais, numa segunda fase, reduzi-as para 20. Marquei as entrevistas, primeiro tentei por telemóvel, depois desisti por estarem desligados, e recorri ao email. Destas, uma respondeu a dizer que não podia ir, uma apareceu sem confirmar, outra telefonou a combinar hora e foi.
Ainda esperei que aparecessem sem avisar, afinal eram recém-licenciados à espera de uma oportunidade para estagiarem, fazendo assim a sua primeira incursão no mercado de trabalho... Mas não!
Um amigo disse-me: "Estás parva?! Achas que com este tempo alguém quer começar a trabalhar? Essa malta vai é para a praia, curtir umas ondas, o sol e umas caipiroscas!"
Desconheço que seja essa a realidade, nem vou aprofundar mais o assunto. Quando terminei o curso em Junho de 1994, já tinha feito um estágio no Verão anterior na RTP e estava a fazer outro na TSF. Há quem me tenha criticado por perder férias dois anos seguidos. Mas foram estas duas fantásticas experiências que me mostraram a real necessidade do estágio antes do emprego: aprender a estar no mercado de trabalho!
Já agora: será que alguém que responde a um anúncio para um emprego numa editora limitando-se a enviar um email com o CV saberá que essa atitude o eliminará? Se não se sabe comunicar para conquistar um lugar em seu próprio benefício, estaremos perante alguém que vai saber comunicar factos a que assiste? Esta é uma questão colocada de forma demasiado radical, mas a verdade é que eliminei todos os CVs que me chegaram a seco. Para mim, essa atitude traçou o perfil do "não-te-rales" e, para isso, já tenho os meus bichinhos de estimação, que até são os companheiros da minha família!


Desiludida, desencantada ou tão somente realista?
 
Tal como sucede diariamente, também ontem me passeei pelo Facebook, onde encontrei uma pessoa desiludida com o amor, outra desencantada pela forma como a tratam profissionalmente, e uma terceira realista com a política. Duas mulheres e um homem, todos jornalistas da nossa praça há uns bons anos.
 
Não se pode dizer que tal me tenha tirado o sono, porque preocupações pessoais já se tinham encarregue da tarefa, mas deu-me que pensar. Também eu sou assim: coloco a fasquia demasiado elevada e, como diz a minha avó paterna, dou "com os burrinhos na água"...
 
Verdade, verdadinha, o tempo passa, estou mais "madura" mas contra factos não há argumentos... Felizmente, a triagem de quem passa determinada barreira na minha vida tornou-se bem mais fina e assim terei encontrado a solução para não me sentir desiludida ou desencantada, apenas realista!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O tempo que não perdoa



O tempo que não perdoa!
 
Estou há tanto tempo para arrancar com um blog, porque até tenho muitas coisas para contar ou, pelo menos, passar para a escrita e logo começo com ele na altura em que menos disponibilidade tenho, mesmo se o fiz após a primeira fase das férias!
 
Não me esqueci que o criei e muito menos que deveria ser uma regular cronista. Mas a verdade é que o Verão é a estação sempre mais complicada para mim, seja porque tenho o Tiago em casa e há que fazer actividades com ele, seja porque me custa deixar a Joana na creche com tanto calor, quando ela adora estar em casa e sair, sobretudo quando o adorado irmão está por perto. E sempre que possível, "caímos" na piscina e acabamos sempre o dia a regar a horta.
 
Depois, também é verdade que este calor não convida a ficar em casa, mas é preciso fazer contactos para marcar trabalhos, há que sair para fazer entrevistas e reportagens. Tudo quando o chamamento vem das maravilhosas quintas municipais de Vila Franca de Xira, sobretudo a do Sobralinho - que me faz voltar a Mangualde e às quintas arborizadas da família, com maravilhosos espaços de aventura para as crianças - mas também a da Piedade, com a sua Quintinha Pedagógica, onde a égua Rita, com um olho azul e o outro castanho não se esquiva às festas e responde à chamada. Mas onde também existe um belo bode preto, que me conhece pela voz e que, se pudesse, gostaria de o ter, tal o encanto que sinto por ele. E as ovelhas, galos e galinhas, porcos e porcas, patos e patinhos e por aí fora, animais que os miúdos conhecem de gingeira mas que sempre apreciam rever. 
Em Vila Franca de Xira existe ainda a Quinta da Sub Serra, de onde se usufruiu de magnífica panorâmica sobre Alhandra e o Tejo.
 
Com a segunda parte das férias prestes a assumirem-se como dias para fazermos a mudança para a casa nova, há que aproveitar todos os pequenos momentos para estarmos em família, aquilo a que regularmente o meu marido chama ocasiões de qualidade!
 
No prédio onde (ainda) vivemos há quem não tenha carro e acabe por passar as férias fechado com a ida ao café depois de almoço. Com camionetas hora a hora para a Costa da Caparica e num concelho onde as Quintas Municipais até nem são de acesso complicado - sobretudo as do Sobralinho e a Da Piedade - não há desculpas para se encerrarem os miúdos em 70 metros quadrados, impedindo-os de gozar em liberdade as férias escolares!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

41 graus? Ufa!

41 graus? Ufa!
 
Não admira que estejamos em plena canícula, pois Agosto está aí à porta! Para muitos é tempo de férias. Para mim, é óptimo para trabalhar porque não há trânsito, embora muitos possíveis entrevistados estejam para ir ou tenham regressado do descanso e por isso não tenham a disponibilidade desejável para avançar com reportagens, entrevistas e afins...
Verdade, verdadinha, está muito calor, demasiado calor para andar por aí e muito menos para ir à praia com crianças! Eram sete da manhã e já havia vizinhos a encaixarem os miúdos nas cadeirinhas dos carros, arrumarem os farnéis e partirem rumo à costa lisboeta... Calor para lá, calor lá, calor no regresso... e, quase de certeza, trânsito nas viagens!
Se há algo que detesto são engarrafamentos. Suporto-os quando não pode deixar de ser, por questões profissionais ou razões de saúde. Recuso-me é a ter de ir no arranca-pára até à praia para, sobretudo no regresso, não parar de ouvir as vozes lamurientas do Tiago e da Joana a perguntarem o porquê de nunca mais chegarem a casa...
Prefiro ir fazendo praia ao longo do ano, escapar-me durante a semana quando já dá para umas banhocas e fugir declaradamente do areal entre a primeira quinzena de Julho e o mês de Agosto.
Afinal, não são só os "enta" da idade que podem dar-nos cabo da cabeça, parece que tê-los no termómetro pode ser bem pior!  


domingo, 25 de julho de 2010

Regressei de férias

Regressei de férias com uma imensa vontade de ter confusão à minha volta. Afinal, foram duas semanas de campismo semi-selvagem, sem electricidade, logo sem telemóveis, computadores, televisão ou máquinas de lavar roupa...
O pior foi deixar de ver estrelas à noite, que isto de (ainda) viver numa cidade com luz a mais tem muito que se lhe diga. E depressa passei a ter saudades das férias, sem carros nas imediações, sem avós a gritarem com os netos no parque infantil, sem a campainha a tocar frequentemente...
Porque somos nós assim, to frequentemente insatisfeitos com aquilo que temos?!